domingo, janeiro 21, 2007
Sim
sexta-feira, janeiro 19, 2007
Vento geracional
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Arte Contemporânea e Coca-Cola
sexta-feira, dezembro 29, 2006
Entre a Religião e o Estado
quinta-feira, dezembro 21, 2006
Entre o zero e o algo
sexta-feira, dezembro 15, 2006
O fim da escola II
segunda-feira, dezembro 11, 2006
O fim da escola
Por várias razões, julgo que a escola, como a entendemos hoje, tem tendência a desaparecer. Primeiro, porque o saber passou da ortodoxia cultural à heterodoxia económica. O relativismo contemporâneo estilhaçou não só os princípios éticos universais como as erudições insubstituíveis. Hoje, o conhecimento reformula-se pragmático e funcional, de nascença destinado a um fim prático. Neste sentido, as disciplinas escolares passarão a resultar de necessidades estritamente económicas e não culturais, múltiplas realidades móveis dirigidas ao lucro. Segundo, porque deparamo-nos com a diluição do professor enquanto pessoa-exemplo e a sua metamorfose em mero mediador entre os alunos e os conteúdos curriculares. Esta realidade, pode, inclusive, torná-lo tão permutável quanto as disciplinas. Assim, não só a escola perderá robustez e enraizamento na tradição como a docência profissionalismo e mestria. Provavelmente, no futuro, a escola será um empresa de alto dinamismo geográfico e estrutural. E a cultura, uma coisa fora dela.
segunda-feira, dezembro 04, 2006
A personagem profissional
segunda-feira, novembro 27, 2006
Visão optimista do Inverno
sábado, novembro 18, 2006
A Revolução do Ridículo
sexta-feira, novembro 10, 2006
Dissociações
segunda-feira, novembro 06, 2006
Outono quente – pormenores (folha de papel em branco)
sábado, novembro 04, 2006
Outono quente – pormenores (o saco)
sexta-feira, novembro 03, 2006
Outono quente – pormenores (a tecla)
quinta-feira, novembro 02, 2006
Outono quente – pormenores (o cigarro)
O cigarro é um pormenor. O cigarro vence. Todos os dias, em cada momento, impõe espaço inorgânico ao interior do fumador e faz aparecer uma hipótese de ar no seu exterior. Embora pareça, não é um objecto, é um gesto, uma dança de braços que enleva todo o corpo numa respiração total. O cigarro também pensa e põe os dedos a pensar numa espécie de continuidade entre o cérebro e o antebraço. Mata tempo, é um assassino. Golpeia a inacção com uma acção inútil. Encontra uma ranhura e adormece por entre as paredes dos instantes. E espera. Uma espera absoluta, sem objecto, mas imensa de desejo, o mais abstracto, o mais divino, o último e invisível sentido que amiúde se deduz do sono do tempo.