terça-feira, agosto 29, 2006
Orientando
sexta-feira, agosto 25, 2006
Folclore metafísico
quarta-feira, agosto 23, 2006
Eternidades
sábado, agosto 12, 2006
Tontices
domingo, julho 30, 2006
O mapa
quarta-feira, julho 26, 2006
Profecias I
sexta-feira, julho 14, 2006
Gosto de ti (e isto não é um título) II
Ela diz-me para gritar aos outros para me dizerem o que quero ouvir. Mas como diz o ditado, faz o que digo, mas não faças o que faço…
Em contrapartida, assistindo a vitórias corajosas que ultrapassam a consciência castradora e as palavras laminantes de outros, venço o medo. Sim, porque não são os castradores que mandam…o medo, esse é o verdadeiro pirata sentimental. Venci o pirata.
Sem medo…digo-o, não para te compensar de algo, mas porque o quero dizer. Porque preciso de o fazer. Gosto de ti.
quarta-feira, julho 12, 2006
Gosto de ti (e isto não é um título)
Vestido para sair
sábado, julho 08, 2006
Questões não interrogativas
quinta-feira, julho 06, 2006
A curvatura do tempo
quarta-feira, julho 05, 2006
A velocidade do riso
sexta-feira, junho 30, 2006
Buracos
segunda-feira, junho 12, 2006
Sem números
quinta-feira, junho 08, 2006
A casa IV
RC: Dentro da gaveta está a palavra. Ela é a resposta. A palavra define. Seja em que dialecto for, ela define. Ela é o veículo identitário. Ela é que transmite. Ela tem uma verdade dentro de si. Logo ele só é e os outros só são porque ela existe e porque foi inventada por um de nós.
quinta-feira, junho 01, 2006
A casa III
P: E as paredes caiem sobre ele, leves, mas enlaçadas. Prova na boca o sabor frio, descritivo, dos códigos indecifráveis, que parecem dizer-se, ser uma verdade, decifráveis. Se antes não tinha, agora tem um edifício. Mas não corre. Vela atentamente o aparecer. Regista o incontornável para um dia o contornar. E encontrar-se-á depois das casas?
RC: As letras, as cores, edifícios, perseguem os seus sonhos, como um pesadelo em que é perseguido por tais figuras, distorces, assemelhando-se a sombras, mas definidas. Flutuam, dançam, encantam, mas revelam?
quarta-feira, maio 31, 2006
A Casa II
P: Sem nudez, entrou numa casa de cores. Em cada parede estava escrito um enigma. Cada um parecido com letras, aparentando frases, insinuando dizeres. Fez um esforço de leitura e queimou os olhos na dureza do edifício, apertou nas mãos uma gaveta no sopé de cada muro. E chorou por si. Não sabe.
RC: A tristeza do não saber rapidamente se transforma em determinação. Quer saber o que aquilo quer dizer. Não pela possível informação, mas sim pela sede que tem no corpo, pela necessidade de desenigmar. Provar. Provar.
quarta-feira, maio 24, 2006
A Casa I
P: Cobriu o corpo de roupa e saiu. Já não o tinha. Depois de fazer do corpo o seu corpo – já não o mesmo, mas outro que possuía –, revestiu-o de um nome que os outros lhe deram e deixou-o delinear-se pelas ruas onde o chamavam. Enquanto ele, o próprio, sem nome ou identidade, ficou-se pela caixa fechada da surdez.
RC: Não. Não é amnésia. Não. Não trocou de identidade. Não. Não se apoderou de um corpo. Apenas descobriu que o que é só o é porque os outros existem. Existem antes dele e depois dele. Nada é sua posse. Nem o corpo, nem o nome. Nem a Deus pertence. Só à terra depois de morrer.
sexta-feira, maio 19, 2006
Ora
domingo, maio 14, 2006
Lágrimas de Crocodilo II
P: De uma espécie de ritmo emocional vamos talhando as escolhas tidas, que, conscientes ou não do dualismo inevitável, não deixam de procurar o pólo positivo como se fosse possível vivê-lo em permanência. E a tristeza, essa, dá-nos a possibilidade de sorrirmos, sem o sabermos e sem a querermos.
RC: Porque até o crocodilo chora.