quarta-feira, abril 25, 2007
25 de Abril
terça-feira, abril 17, 2007
A doença
sexta-feira, abril 06, 2007
Ciência pessoal
quarta-feira, março 28, 2007
Dialéctica do amor
sexta-feira, março 23, 2007
O escorrega e o porto
sexta-feira, março 09, 2007
Comunismo, Liberalismo e Indivíduo
sexta-feira, março 02, 2007
O real fotográfico, o real fílmico e o real
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Aquilo que se vê
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Os Senhores dos Bancos
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
O rosto da economia
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
O indivíduo
segunda-feira, janeiro 22, 2007
Apostas no escuro
domingo, janeiro 21, 2007
Sim
sexta-feira, janeiro 19, 2007
Vento geracional
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Arte Contemporânea e Coca-Cola
sexta-feira, dezembro 29, 2006
Entre a Religião e o Estado
quinta-feira, dezembro 21, 2006
Entre o zero e o algo
sexta-feira, dezembro 15, 2006
O fim da escola II
segunda-feira, dezembro 11, 2006
O fim da escola
Por várias razões, julgo que a escola, como a entendemos hoje, tem tendência a desaparecer. Primeiro, porque o saber passou da ortodoxia cultural à heterodoxia económica. O relativismo contemporâneo estilhaçou não só os princípios éticos universais como as erudições insubstituíveis. Hoje, o conhecimento reformula-se pragmático e funcional, de nascença destinado a um fim prático. Neste sentido, as disciplinas escolares passarão a resultar de necessidades estritamente económicas e não culturais, múltiplas realidades móveis dirigidas ao lucro. Segundo, porque deparamo-nos com a diluição do professor enquanto pessoa-exemplo e a sua metamorfose em mero mediador entre os alunos e os conteúdos curriculares. Esta realidade, pode, inclusive, torná-lo tão permutável quanto as disciplinas. Assim, não só a escola perderá robustez e enraizamento na tradição como a docência profissionalismo e mestria. Provavelmente, no futuro, a escola será um empresa de alto dinamismo geográfico e estrutural. E a cultura, uma coisa fora dela.