segunda-feira, julho 25, 2005

O homem do futuro IV

Como mudar já? Eis a pergunta verdadeiramente mais incómoda. Como? Provavelmente, já somos muito desse homem certo e veloz, e concerteza que ele está confortável. Por isso, talvez questionar em movimento, mas fora da certeza, seja já alguma coisa. Todavia, não satisfaz ficar pela pergunta, pela crítica, pela recusa, não é suficiente porque não reconstrói algo de novo, diferente, na direcção do melhor. E o que é o melhor? Coloca-se aqui o nosso maior problema. Qual é o projecto de substituição, a alternativa? Como se questiona: é uma recuperação da autenticidade, um regresso às origens, uma valorização da existência individual? Pois é... o quê? Voltar a trás simplesmente não existe. Começar já é a única possibilidade, e essa é, por agora, um aviso a nós e aos outros sobre a excessiva simplificação do Homem, exigindo-se que este não deixe de se reconhecer finito e, por isso e apesar de tudo, possível devaneio do futuro. Assim sendo, antes do até , pensemos agora e esperemos o reconhecimento das mãos evitando a reificação duma verdade impossível.

Sem comentários: